Campeonato Paulista 2026 – 3ª Rodada – Corinthians  1X1 São  Paulo


Corinthians reage no fim e arranca empate no clássico contra o São Paulo em Itaquera

O Corinthians entrou em campo neste domingo para mais um capítulo do tradicional clássico paulista diante do São Paulo e terminou a partida com um empate por 1 a 1, resultado que teve sabor de alívio para a equipe alvinegra. Depois de sair atrás no placar e apresentar dificuldades ao longo de boa parte do confronto, o Timão conseguiu buscar a igualdade nos minutos finais, evitando a segunda derrota consecutiva no Campeonato Paulista e somando um ponto importante dentro de casa.


O duelo, disputado na Neo Química Arena, foi marcado por momentos distintos para as duas equipes. O São Paulo abriu o placar ainda no primeiro tempo com Tapia, aproveitando falha defensiva corinthiana. Já na etapa final, quando a pressão parecia não surtir efeito, o jovem Breno Bidon apareceu como herói ao marcar um belo gol e decretar o empate que deu números finais ao clássico.


Desde os primeiros minutos, o Corinthians buscou se impor diante de sua torcida. Empurrado pela Fiel, o time comandado por Dorival Júnior adotou postura ofensiva e tentou pressionar o rival. Logo aos dois minutos, o meia Matheus Bidu arriscou chute colocado após cobrança de falta e exigiu boa defesa do goleiro Rafael, dando o primeiro sinal de que o Timão pretendia tomar conta das ações.
Com formação tática mais agressiva, o Corinthians apostava principalmente nas jogadas pelo meio e na movimentação dos atacantes Kayke e Yuri Alberto. O jovem Breno Bidon, bastante participativo, também aparecia como opção de criação e finalização, demonstrando personalidade apesar da pouca idade.


Aos 12 minutos, o Timão teve a melhor oportunidade da primeira etapa. Após erro do zagueiro Arboleda, a bola sobrou limpa dentro da pequena área para Yuri Alberto, que, mesmo com o goleiro adversário batido, acabou cabeceando para fora e desperdiçando chance claríssima de abrir o marcador. O lance levantou ainda mais a torcida, que acreditava em um gol iminente.


O jogo seguiu movimentado, com entradas mais duras e clima típico de clássico. André Luiz, pelo lado corinthiano, e Wendell, pelo lado são-paulino, foram advertidos com cartão amarelo, enquanto Marcos Antônio também entrou para a lista de punidos após parar contra-ataque perigoso.


Apesar do bom início, o Corinthians começou a perder intensidade com o passar dos minutos. O time passou a errar passes simples e a ceder espaços ao adversário. Foi justamente nesse momento de queda de rendimento que o São Paulo aproveitou sua primeira grande oportunidade.
Aos 33 minutos, Danielzinho recebeu pela esquerda e fez cruzamento preciso para a área. Livre de marcação, Tapia subiu entre os defensores corinthianos e cabeceou firme para o fundo das redes, sem chances para o goleiro Hugo Souza. O gol foi um duro golpe para o Timão, que até então parecia mais próximo de marcar.


Mesmo em desvantagem, o Corinthians tentou reagir ainda antes do intervalo. Kayke arriscou finalização de fora da área e parou em nova defesa de Rafael. Pouco depois, Matheuzinho teve grande chance ao tentar encobrir o goleiro adversário, mas a bola passou à direita da trave. Assim, o primeiro tempo terminou com vitória parcial do São Paulo por 1 a 0.


Na volta para a segunda etapa, o panorama do jogo não mudou de imediato. O Corinthians manteve a posse de bola, mas encontrava enorme dificuldade para transformar o domínio em oportunidades reais de gol. As principais jogadas continuavam surgindo pelos lados do campo, especialmente com Matheuzinho e Matheus Bidu, mas os cruzamentos raramente encontravam destinatário.


Aos nove minutos, o Timão quase chegou ao empate em lance de bola parada. Após cobrança de falta, Gustavo Henrique desviou para o meio da área e obrigou o goleiro Rafael a fazer defesa complicada praticamente em cima da linha. O lance animou a equipe, mas não foi suficiente para mudar o rumo da partida naquele momento.


Percebendo a necessidade de alterações, Dorival Júnior começou a mexer no time. Entraram Matheus Pereira e Dieguinho nas vagas de André Carrillo e Kayke, respectivamente. Mais tarde, Vitinho substituiu Raniele, e o Corinthians passou a ter postura ainda mais ofensiva.


Do outro lado, o técnico são-paulino Hernán Crespo também promoveu mudanças para tentar segurar o resultado. Entraram Nicolas, Ferreirinha, Pablo Maia e Calleri, reforçando o sistema defensivo e apostando nos contra-ataques.
O tempo passava, e a torcida corinthiana demonstrava crescente apreensão. O time martelava, mas não conseguia furar o bloqueio adversário. As jogadas aéreas começaram a se tornar a principal alternativa, especialmente após a entrada do centroavante Pedro Raul, acionado para aumentar o poder de fogo dentro da área.


Quando tudo indicava que o São Paulo sairia de Itaquera com a vitória, o Corinthians finalmente encontrou o caminho do gol. Já nos acréscimos, Pedro Raul recebeu na entrada da área, protegeu bem a bola e ajeitou com inteligência para Breno Bidon. O jovem meia dominou com categoria e acertou um chute preciso no ângulo direito de Rafael, marcando um golaço e levando a Fiel ao delírio.


O empate mudou completamente o clima do estádio. O Corinthians ainda tentou uma última pressão nos minutos finais, mas não houve tempo para a virada. Assim, o clássico terminou mesmo empatado por 1 a 1, resultado que acabou sendo comemorado pelos corinthianos diante das circunstâncias do confronto.


Com o ponto conquistado, o Corinthians chega a quatro pontos na tabela do Campeonato Paulista e ocupa momentaneamente a sétima colocação, posição que ainda pode sofrer alterações ao término da rodada. Embora o desempenho tenha apresentado altos e baixos, a equipe mostrou poder de reação e evitou um revés que poderia complicar ainda mais o início de temporada.


Agora, o Timão volta suas atenções para o próximo compromisso na competição. Na quinta-feira, dia 22, às 19h30, o Corinthians visita o Santos na Vila Belmiro pela quarta rodada do estadual, em mais um duelo tradicional que promete fortes emoções.


O técnico Dorival Júnior teve alguns desfalques importantes para o clássico. Não estiveram à disposição os atletas reequilíbrio muscular, cirurgia no punho esquerdo e José Martínez, que viajou à Venezuela para reemissão de passaporte. Mesmo assim, o treinador escalou força máxima dentro das possibilidades e mandou a campo a seguinte formação: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André Luiz, André Carrillo e Breno Bidon; Kayke e Yuri Alberto.
No banco de reservas, o Corinthians contou com Felipe Longo, Vitinho, Pedro Raul, Gabriel Paulista, Matheus Pereira, Charles, Hugo, João Pedro Tchoca, Luiz Gustavo Bahia, Gui Negão, João Vitor Jacaré e Dieguinho, opções utilizadas de acordo com a necessidade ao longo da partida.


O São Paulo, por sua vez, iniciou o jogo com Rafael; Maik, Arboleda, Alan Franco, Wendell, Marcos Antônio, Bobadilla, Danielzinho, Lucas, Tapia e Luciano, formação que conseguiu neutralizar boa parte das investidas corinthianas durante o confronto.


O empate no clássico deixa lições importantes para o Corinthians. Apesar de ter mostrado garra e capacidade de reação, a equipe voltou a apresentar problemas na criação de jogadas e na eficiência ofensiva. O time alternou bons momentos com períodos de instabilidade, algo que precisará ser corrigido nas próximas partidas.


Ainda assim, o ponto conquistado no fim pode servir como impulso emocional para a sequência da temporada. O gol de Breno Bidon, além de garantir o empate, reforça a importância das categorias de base e mostra que o Corinthians possui jovens talentos capazes de decidir jogos grandes.


A torcida deixou a Neo Química Arena com sentimentos mistos. Se por um lado houve frustração pelo desempenho irregular, por outro ficou a sensação de alívio por evitar uma derrota em casa para o maior rival. O clássico terminou empatado, mas a luta do Corinthians por evolução e melhores resultados continua firme nas próximas rodadas.