Corinthians garante virada épica no Wlamir Marques, vence o Campo Mourão e avança à final da LNF
O Corinthians está oficialmente na final da Liga Nacional de Futsal (LNF) após uma atuação vibrante, intensa e carregada da energia característica da Fiel no Ginásio Wlamir Marques.
Na noite desta quinta-feira, o Timão venceu o Campo Mourão por 3 a 2 no jogo de volta das semifinais, resultado que, somado ao triunfo no primeiro duelo, assegurou a classificação alvinegra para mais uma decisão nacional. Os gols da equipe corinthiana foram marcados por Marlon, Israel Neto e Maicon, protagonistas de uma virada construída com raça, imposição e o apoio de 5.604 torcedores que incendiaram o ginásio e empurraram o time do início ao fim.
O início do confronto mostrou que o embate prometia ser dos mais desafiadores. Precisando do resultado e ciente da força da equipe alvinegra dentro de casa, o Campo Mourão iniciou o jogo com alta intensidade e postura ofensiva, aproveitando espaços e buscando surpreender. A estratégia funcionou nos primeiros minutos: os visitantes abriram 2 a 0, em um cenário que poderia ter abalado qualquer equipe menos preparada emocionalmente. Mas o Corinthians, respaldado pela vibração da Fiel e sustentado pela liderança de Fernando Malafaia, manteve a postura firme, sem perder a confiança e acelerando a transição ofensiva até encontrar o caminho para a reação ainda no primeiro tempo.
A resposta corinthiana, como tantas vezes na história do clube, veio na base do esforço, da vontade e da crença coletiva. Após o susto inicial, o time passou a se reorganizar em quadra, ajustar o posicionamento defensivo e criar alternativas pelos lados, principalmente com Rick, Renatinho e Marlon, que comandaram as ações ofensivas com triangulações rápidas e movimentações inteligentes. O gol que recolocou o Timão no jogo veio após boa construção, quando Rick serviu Luisinho, que cruzou para Marlon completar para o fundo das redes. A partir dali, a equipe cresceu tecnicamente, passou a dominar as ações e se impôs física e emocionalmente sobre o adversário.
A igualdade veio em seguida, fruto de um momento de genialidade e precisão. Após lateral cobrado rapidamente, Israel Neto recebeu, girou com perfeição e acertou um chute imponente na gaveta, sem chances para o goleiro Françoar. O lance foi revisado pelo vídeo-suporte, mas o gol foi confirmado, fazendo o Wlamir Marques pulsar como poucos ginásios conseguem pulsar quando o Corinthians está em quadra.
A virada, que consagrou a bravura do elenco, veio pouco depois, com uma jogada construída de forma coletiva e finalizada por Maicon, que apareceu na segunda trave após finalização cruzada de Renatinho. Com 3 a 2 no placar, o Corinthians virou o jogo ainda na primeira etapa, chegando ao intervalo com a confiança renovada e o domínio emocional totalmente invertido.
Na volta para o segundo tempo, o Timão aumentou ainda mais a intensidade e empurrou o adversário para o campo defensivo. A equipe criou uma série de oportunidades com Maicon, Marlon, Lucas Martins e Renatinho, mas todas pararam no excelente desempenho do goleiro Françoar, que protagonizou defesas impressionantes e evitou que o placar se tornasse mais elástico. O Corinthians, porém, seguiu com uma postura dominante, controlando as ações, pressionando a saída de bola e mostrando maturidade coletiva ao equilibrar velocidade e paciência.
Até mesmo quando o Campo Mourão passou a atuar com goleiro-linha nos minutos finais, tentando o empate que forçaria a prorrogação, o Corinthians manteve a calma e neutralizou as investidas. A defesa, liderada por Edimar, que salvou um gol em cima da linha, mostrou solidez e comprometimento, garantindo o resultado que coloca o clube em mais uma final da LNF, a quarta de sua história. Campeão em 2016 e 2022, vice em 2020, o Corinthians volta a disputar o título com um elenco maduro, competitivo e embalado pela torcida.
Além disso, a equipe chega à decisão embalada por uma temporada consistente e vitoriosa. Em 2025, o elenco já conquistou títulos importantes, acumulou campanhas sólidas e ainda disputa outras taças relevantes. Além da chance de levantar o troféu nacional pela terceira vez, o clube também está na final do Campeonato Paulista, onde enfrentará o Magnus, rival tradicional em disputas decisivas da modalidade. A busca pelo 11º título estadual reforça a grande fase do futsal corinthiano e a consolidação do projeto alvinegro na modalidade.
Sem tempo para descanso, o Corinthians já tem compromisso importante nos próximos dias. O jogo de ida da final do Campeonato Paulista será realizado na próxima terça-feira, às 20h, novamente no Ginásio Wlamir Marques, contra o Magnus. A Fiel já se mobiliza mais uma vez para lotar o ginásio e empurrar o elenco rumo a mais uma conquista.
A escalação inicial escolhida por Fernando Malafaia contou com Lucas Oliveira, Marlon, Luisinho, Renatinho e Rick, um quinteto experiente, veloz e altamente técnico. No banco de reservas, estiveram à disposição os atletas Kelvin, Igor Carioca, Caio Barros, Lucas Martins, Maicon, Vandinho, Edimar, Israel e Deives, cada um participando de forma relevante na rotação que sustentou o ritmo intenso do duelo.
Pelo lado do Campo Mourão, o quinteto inicial foi composto por Kalil, Selbach, Jabá, Kaduzin e Tom, responsáveis por impor as dificuldades iniciais, mas que acabaram superados pela força coletiva corinthiana.
O jogo foi eletrizante desde os primeiros segundos. A Fiel, como de costume, fez do Wlamir Marques uma verdadeira fortaleza, empurrando o time mesmo após o início complicado. O Corinthians, embora tenha sofrido dois gols em lances pontuais e de desatenções defensivas, nunca demonstrou abatimento. Pelo contrário, reagiu com maturidade, cresceu nos momentos decisivos, utilizou bem as trocas de quarteto e mostrou amplitude ofensiva, construindo a virada de forma natural e convincente.
Cada ataque corinthiano parecia empurrado por um rugido vindo das arquibancadas. Cada desarme, aplausos. Cada triângulo pelo lado da quadra, vibração da torcida. E a atuação de Lucas Oliveira, com defesas importantes nas transições do adversário, também foi determinante para manter o placar sob controle.
No segundo tempo, mesmo com as inúmeras chances criadas, a bola insistiu em parar nas mãos de Françoar, mas o Corinthians soube administrar o jogo com inteligência, mantendo a superioridade territorial e neutralizando as tentativas adversárias. Mesmo com goleiro-linha, o Campo Mourão pouco ameaçou, esbarrando na forte marcação e na disciplina tática corinthiana.
A classificação para a final foi celebrada com festa em quadra e nas arquibancadas, reforçando a grande fase da equipe, que chega à decisão extremamente confiante e com a ambição de erguer mais um troféu nacional.
Com a união entre elenco, comissão técnica e torcida, o Corinthians escreve mais um capítulo de garra e superação em sua história no futsal. Agora, resta aguardar a definição do adversário entre Jaraguá e Atlântico, que duelam no domingo, para saber quem enfrentará a equipe do Parque São Jorge na grande final da LNF.

