Mundial Feminino- SemiFinal – Gotham FC  0X1 Corinthians


Corinthians vence Gotham FC e alcança final histórica do Mundial Feminino em Londres

O Corinthians está definitivamente na história do futebol mundial. Na manhã desta quarta-feira, as Brabas entraram em campo no GTech Community Stadium, em Londres, para enfrentar o Gotham FC, dos Estados Unidos, pela semifinal da inédita Copa das Campeãs da FIFA. Com uma atuação segura, guerreira e extremamente organizada, a equipe alvinegra venceu por 1 a 0 e garantiu vaga na grande decisão do primeiro Mundial de Clubes Feminino da história. O gol decisivo foi marcado por Gabi Zanotti, já na reta final do segundo tempo, coroando uma exibição digna de aplausos.
A classificação representa muito mais do que uma simples vitória. Além da presença garantida na final do torneio, o clube alvinegro assegurou uma premiação milionária e a chance concreta de conquistar o título mais importante já disputado por uma equipe feminina em âmbito mundial. O Corinthians já tem garantida uma quantia significativa por ter chegado à decisão, e poderá ampliar ainda mais os valores caso levante a taça no próximo domingo.
O adversário na grande final será o Arsenal, da Inglaterra, que não tomou conhecimento do AS FAR, do Marrocos, e aplicou uma goleada por 6 a 0 na outra semifinal disputada também nesta quarta-feira. A decisão está marcada para domingo, às 15h, no tradicional Emirates Stadium, em Londres, e promete ser um dos jogos mais marcantes da história do futebol feminino brasileiro.
A caminhada até essa semifinal, no entanto, não foi simples. O técnico Lucas Piccinato teve que lidar com diversos problemas de logística e desfalques importantes. Por questões relacionadas a visto, as jogadoras Paola García, Day Rodríguez e Gisela Robledo só chegaram ao Reino Unido na véspera da partida e, por isso, iniciaram o duelo apenas no banco de reservas. Além disso, as zagueiras Agustina e Thaís Regina sequer viajaram por conta de lesões, o que obrigou o treinador a fazer ajustes na formação titular.
Mesmo com todas essas dificuldades, o comandante corinthiano conseguiu montar uma equipe competitiva e muito bem organizada. O time que iniciou a partida foi escalado com Lelê no gol; Gi Fernandes, Thais Ferreira, Letícia Teles e Tamires na defesa; Ana Vitória, Duda Sampaio e Andressa Alves no meio-campo; e o trio ofensivo formado por Jaqueline, Belén Aquino e Gabi Zanotti.
No banco de reservas ficaram à disposição Nicole, Rillary, Gisela Robledo, Ariel Godoi, Ivana Fuso, Vic Albuquerque, Letícia Monteiro, Paola García, Juliete, Rhaizza, Dayana Rodríguez, Duda Mineira, Jhonson, Carol Nogueira e Erika, mostrando a força e a profundidade do elenco alvinegro.
Do outro lado, o Gotham FC entrou em campo com uma formação bastante qualificada, comandada pelo técnico Juan Carlos Amoros, e contando com nomes importantes do cenário internacional, como Rose Lavelle, Gabi Portilho e Midge Purce. A expectativa era de um duelo extremamente equilibrado, e foi exatamente isso que se viu ao longo dos 90 minutos.
A partida começou com forte pressão das norte-americanas. Nos primeiros minutos, o Gotham FC tentou impor um ritmo intenso, explorando principalmente as jogadas pelos lados do campo. A equipe adversária conseguiu algumas aproximações perigosas, obrigando o sistema defensivo corinthiano a trabalhar bastante. A goleira Lelê precisou aparecer logo no início para evitar que o placar fosse aberto.
Apesar da pressão inicial, quem finalizou primeiro foi o Corinthians. Aos seis minutos, Gabi Zanotti fez belo lançamento para Jaqueline, que avançou pela direita e cruzou para Belén Aquino. A atacante conseguiu finalizar, mas a bola passou à direita do gol. O lance mostrou que as Brabas não estavam dispostas apenas a se defender e também buscariam o ataque sempre que possível.
Com o passar do tempo, o jogo foi ficando mais equilibrado. O Corinthians conseguiu adiantar a marcação e passou a dificultar a criação de jogadas do Gotham FC. Aos 17 minutos, Jaqueline fez grande jogada individual, passou por duas marcadoras e finalizou com perigo, sendo bloqueada pela defesa adversária.
As Brabas mostravam personalidade e não se intimidavam com o favoritismo das rivais. Andressa Alves e Duda Sampaio comandavam o meio-campo com muita qualidade, enquanto Tamires e Gi Fernandes davam suporte importante pelas laterais. O primeiro tempo terminou sem gols, mas com a sensação de que o Corinthians estava plenamente vivo na disputa.
Na etapa final, o panorama da partida seguiu semelhante. O Gotham FC voltou a pressionar, tentando encurralar o time brasileiro em seu campo defensivo. Mesmo assim, a equipe alvinegra se mantinha organizada e perigosa nos contra-ataques. Lucas Piccinato começou a mexer na equipe para renovar o fôlego e dar mais intensidade ao time.
Aos 23 minutos, Duda Sampaio quase marcou um golaço ao tentar surpreender a goleira adversária com um chute de muito longe, que passou raspando a trave. O lance levantou o ânimo da equipe e mostrou que o gol poderia surgir a qualquer momento.
Com o passar dos minutos, a tensão aumentava. O Gotham FC pressionava, mas encontrava um Corinthians extremamente concentrado e disciplinado taticamente. A defesa formada por Thais Ferreira e Letícia Teles fazia partida impecável, enquanto Lelê transmitia segurança debaixo das traves.
Até que, aos 36 minutos do segundo tempo, veio o momento mágico da partida. Em jogada construída por Ivana Fuso, que havia acabado de entrar, a bola chegou para Tamires, que cruzou com precisão para a área. Lá estava ela, a capitã e referência técnica do time: Gabi Zanotti. A camisa 10 finalizou com categoria e contou com uma pequena falha da goleira para balançar as redes. Era o gol da vitória, da classificação e da história: 1 a 0 para o Corinthians.
Após abrir o placar, as Brabas precisaram suportar uma pressão ainda maior das adversárias. Os minutos finais foram de muita entrega, raça e superação. O Gotham FC tentou de todas as formas buscar o empate, mas esbarrou na organização defensiva corinthiana e na grande atuação coletiva da equipe.
Nos acréscimos, o jogo ganhou contornos dramáticos. Foram mais de dez minutos de tensão absoluta, com o time norte-americano se lançando ao ataque e o Corinthians se defendendo com unhas e dentes. Cada bola afastada era comemorada como um gol pela torcida presente e pelas jogadoras em campo.
Quando a arbitragem finalmente apitou o fim da partida, a explosão de alegria tomou conta do gramado. Jogadoras, comissão técnica e torcedores celebraram uma classificação histórica, que coloca o futebol feminino do Corinthians no patamar mais alto do cenário internacional.
A vitória sobre o Gotham FC não foi apenas mais um resultado positivo. Ela simboliza a força de um projeto consolidado, o talento de atletas extraordinárias e a grandeza de um clube acostumado a conquistar títulos. Agora, o desafio será ainda maior diante do Arsenal, mas as Brabas já provaram que são capazes de superar qualquer obstáculo.
No próximo domingo, o Corinthians terá a chance de escrever definitivamente seu nome na eternidade do esporte. A final do Mundial Feminino promete fortes emoções, e o time alvinegro chega embalado, confiante e com a certeza de que pode alcançar o topo do mundo.
O sonho está vivo, e as Brabas seguem fazendo história a cada passo. Que venha a decisão.